Mais cedo neste ano, trabalhadores da OLPC largaram em duas vilas remotas na Etiópia algumas caixas fechadas contendo tablets e sem instruções. “Eu pensei que as crianças iriam brincar com as caixas. Depois de quatro minutos, uma delas não só abriu a caixa, como encontrou o botão de ligar do tablet e o fez funcionar. Depois de cinco dias, cada criança estava usando em média 47 apps por dia”, disse Nicholas Negroponte, fundador e presidente da OLPC.
“Dentro de duas semanas elas estavam cantando pela aldeia a Canção do ABC e, com cinco meses, elas conseguiram rackear o Android. Algum idiota na nossa organização ou no Media Lab tinha desabilitado a câmera e as crianças encontraram uma forma de habilitá-la novamente”, complementou Negroponte.
Com 100 milhões de crianças com idade para a primeira série mundo afora e sem acesso a educação escolar, a OLPC (clique aqui e saiba mais) está tentando algo novo em duas vilas remotas da Etiópia, simplesmente deixando tablets com alguns programas pré-instalados e observando o que acontece.
O objetivo: verificar se crianças analfabetas sem acesso anterior a palavras escritas conseguem aprender a ler sozinhas somente com o tablet e programas pré-instalados como jogos, livros digitais, filmes, desenhos e pinturas, entre outros.
A experiência está sendo feita em duas vilas rurais isoladas, cerca de 80 km de Addis Abeba, com aproximadamente 20 crianças, com idade para a primeira série. Uma vila chama Wonchi, que fica perto de uma cratera vulcânica de 3,4 mil metros de altura; a outra se chama Wolonchete e fica no Vale do Rift. Estas crianças nunca viram antes qualquer material impresso, placas de trânsito e até embrulhos com palavras escrita neles, finaliza Negroponte.
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Fonte: KurzweilAi