Cuidado: o marketing na mídia social pode sair de sincronia com os consumidores
Submitted by Ricardo Leite on Thu, 12/06/2012 - 2:33pm
Originally Posted on Author's Blog
As campanhas devem estar alinhadas com as preferências dos consumidores
É compreensível o entusiasmo dos marqueteiros com os novos canais da mídia social; estas plataformas fundamentalmente mudaram o modo como as empresas e os seus consumidores interagem. Mas, uma votação em setembro de usuários adultos da internet e de tomadores de decisão que trabalham em marketing nos Estados Unidos, no Reino Unido, na França, na Alemanha e na Austrália realizada por Pitney Bowes Software verificou que os marqueteiros precisam tomar cuidado em se assegurar de que eles não estão se comprometendo em excesso com os canais sociais e, principalmente, que as suas ações na mídia social estão alinhadas com as preferências dos consumidores.
A pesquisa encontrou grandes disparidades na concentração de consumidores em certas redes da mídia social, em comparação com a porcentagem de marqueteiros nesses canais. Aqueles que tomam decisões de marketing nos cinco países nos quais a pesquisa foi realizada, responderam à grande adoção do Facebook. Mas, em muitos outros casos, o número de marqueteiros numa dada plataforma ocupou mais espaço do que os consumidores.
No Twitter, por exemplo, 57% dos marqueteiros relatou usar o site, em comparação com 31% dos consumidores, e 51% dos marqueteiros tiveram uma presença no Google+, apesar de apenas 21% dos consumidores usa-lo. Enquanto isso, 53% dos consumidores estavam no YouTube, mas apenas 41% dos marqueteiros tinham estabelecido nesta plataforma a sua presença.
Fazendo comparações entre as redes, enquanto os usuários da internet tinham uma maior probabilidade de serem encontrados no YouTube, ao invés do Twitter, os marqueteiros tinham uma maior presença na rede de microblog, ao contrário do canal digital de vídeo.
Acrescentando à necessidade dos marqueteiros de abordar o marketing social de certa forma mais cuidadosa, os consumidores mostraram muitas vezes uma indiferença às – ou, no pior dos casos, aborrecimento com – as mensagens de marketing a eles dirigidas na mídia social, preferindo, ao invés disso, usar tais plataformas para interações mais conversacionais. E não será uma surpresa se os consumidores estiverem mais predispostos a ouvir mensagens de marketing de marcas ou de empresas que eles já tiverem escolhido para seguir ou das quais eles gostam.
O índice de aborrecimento dos consumidores que viram anúncios de marcas que eles seguem foi de 11%, que saltou para 24% nos que foram expostos a mensagens de marketing na mídia social de marcas que eles não seguem, mostrando que a tolerância por mensagens não solicitadas foi notavelmente pior.
Com o advento do marketing de conteúdo, as marcas também precisam tomar cuidado para não confundir os consumidores (ver careful about confusing customers) ao usar histórias patrocinadas no Facebook e Tweets promocionais. Uma pesquisa realizada em outubro nos Estados Unidos entre usuários da internet pelo provedor de soluções de propaganda social e móvel MediaBrix verificou que 57% dos que viram uma história patrocinada pensaram, de forma enganosa, tratar-se de um conteúdo, enquanto que 45% pensaram da mesma forma sobre Tweets promocionais.
Pior ainda, a MediaBrix verificou que 72% dos que se sentiram enganados por uma história patrocinada também se sentiram depois da mesma forma, ou pior, em relação à marca; 62% dos que se sentiram enganados por um Tweet promocional disseram o mesmo.
Fonte: eMarketer









