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Aprofundando o assunto computação em nuvem

Originally Posted on Author's Blog
O assunto computação em nuvem requer muita atenção. Aproveitando a carona do post anterior, publico a seguir um texto de Otto Pohlmann, Diretor da Centric System Brazil:
Utility Computing – o futuro da Tecnologia da Informação
Ainda existe muita discussão e muitas opiniões conflitantes sobre Cloud Computing.
Enquanto alguns acham que CC é software gratuito disponível na web, outros acham que CC é hosting dinâmico, onde você pode ajustar de forma elástica os recursos computacionais.   Mas mesmo com elasticidade, você vai pagar de forma fixa o que você alocou de recursos.    Dá pra dizer que tudo que tem um pagamento fixo pelos recursos alocados é Hosting, pode ser até hosting dinâmico com self-service, mas continua sendo Hosting, bem longe ainda do conceito verdadeiro de computação em nuvem.
No Cloud Computing verdadeiro, você tem na verdade o pagamento de processamento sob demanda, de acordo com a utilização dos recursos, sejam eles CPU, Memoria ou Storage.  
No Cloud Computing verdadeiro você pagará de acordo com o consumo, de acordo com a sazonalidade e os picos e vales de consumo.
Nos países de língua inglesa, as empresas de prestação de serviços públicos como energia, água, gás, telefonia, são chamadas de Utility Suppliers, e todas cobram de acordo com o consumo.   
Similarmente às empresas de serviços públicos que cobram pelo consumo, chegará o dia em que os serviços de processamento também  serão cobrados pelo consumo. Neste momento teremos o Utility Computing.  Não estamos muito longe disto, basta que os provedores entendam que precisam fornecer serviços genéricos de processamento (CPU, memória, armazenamento), todos eles cobrados pelo consumo e não de forma fixa por recurso dedicado.   
Atualmente ninguém compraria energia de um determinado gerador físico, de capacidade determinada, pelo topo do que ele pode produzir.     No entanto  algo muito similar é o que os provedores de recursos de processamento fazem atualmente.     Talvez o façam até porque ainda não tem como medir e como cobrar pelos recursos computacionais realmente consumidos por determinada aplicação.  Então ainda cobram pelo recurso alocado, fracionado pelas Máquinas Virtuais (VM), quando na verdade o usuário deveria ser cobrado pelo que a aplicação dele de fato consumiu durante o tempo que esteve executando. 
Para chegarmos neste patamar, alguns paradigmas ainda precisam ser quebrados.    Para que isto seja possível  é necessário desvincular a aplicação do sistema operacional.    A aplicação precisa ter independência e mobilidade em relação ao sistema operacional.    A aplicação precisa estar contida em envelopes que contém tudo que é necessário para executá-la, sem nenhuma dependência do sistema operacional subjacente para poder ser movida de uma máquina pra outra sem nenhum trabalho de instalação.   Com esta mobilidade a aplicação será  capaz de executar a qualquer momento em qualquer outra máquina, seja física, virtual, ou na nuvem computacional.   Com esta mobilidade e independência em relação ao sistema operacional, termos condições para implantar a arquitetura de Stateless Computing, um dos  pilares do Utility Computing.
Stateless Computing – Definição:
Stateless Computing é a arquitetura computacional onde qualquer servidor pode ser alocado para executar qualquer tarefa a qualquer momento, sem que esta tarefa tenha sido  pré-associada a ele, e que após o processamento da aplicação nenhum dado ou resquício de dado permaneça no processador.    É a arquitetura computacional onde todas as informações de configuração e os dados modificados por um processamento ficam na rede, externamente ao servidor.
Com  Stateless Computing, os recursos passam a ser genéricos e homogeneizados.    Um processador do conjunto é capaz de executar qualquer tarefa genérica, a qualquer momento.   Passa a ser um recurso do todo.    Este talvez o grande paradigma do Cloud Computing verdadeiro seja:  O todo é 1 e o 1 é tudo.  
Quando você passa a ter uma arquitetura de  Stateless Computing, os recursos computacionais passam a ser totalmente commodity.   Um dado servidor qualquer, dentro de determinadas especificações de hardware e software, passa a ser um recurso genérico que pode processar qualquer aplicação a qualquer momento.   Reparem que este recurso físico não precisa ser nem mesmo da mesma espécie, pois através de software ele pode se comportar de forma padronizada de forma a realizar o trabalho que se espera dele.  De repente, dentro de um mesmo repositório de recursos de processamento, posso ter equipamentos de arquiteturas de hardware distintas, homogeneizadas através de camadas de software para terem um comportamento esperado.    Será o momento quando poderemos ter processadores de arquiteturas diferentes (INTEL e CELL, por ex.), executando exatamente a mesma função:  processar aplicações.      
Sua Magestade, a Aplicação:
O futuro será da sua majestade a Aplicação.  O sistema operacional será inteiramente transparente e não terá nenhuma importância para o usuário. 
De fato, ninguém da área de negócios dentro das empresas dá a mínima para o sistema operacional.   Para a vida das empresas tanto faz,  elas querem acessar e manipular os dados da empresa e quem faz isto é a aplicação.   Não importa se ela executa no dispositivo local ou se roda na nuvem.   Para o executivo de negócios, não faz a mínima diferença.
De fato para eles, é um tremendo saco ficar submetido a equipamentos, e pior ainda: submetidos à sistemas operacionais e interfaces gráficas que mudam de tempos em tempos.  Tudo isto para o executivo de negócios é uma grande chateação, e ele vai ficar feliz quando tiver cada vez mais contato com a aplicação que gerencia o seu negócio, e mais distante da chatice dos hardwares e sistemas operacionais mutantes.
Por este motivo, para as empresas  o Utility Computing será muito bem vindo.   Os executivos sonham com o dia em que gerenciar TI seja uma coisa tão simples quanto gerenciar a conta de energia elétrica. 
Otto Pohlmann é Diretor da Centric System Brazil - www.centricsystem.com.br

Quer saber mais sobre o assunto, entre em contato com o Otto pelo e-mail : otto@centricsystem.com.br


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